Vale
ressaltar que a demanda foi calculada tomando por base o
índice da população em situação de pobreza do município,
de 24,5%, cruzando-se com outras estimativas relacionadas
aos segmentos.
A
maioria absoluta dos serviços no campo da Assistência Social
destina-se à criança e ao adolescente, obedecendo-se à prioridade
estabelecida pelo Estatuto da Criança e Adolescente. São
ao todo sessenta e nove serviços, que correspondem a 60,17%
do total vinculado à Assistência Social, dos quais 33,33%
são governamentais e 66,66% não governamentais.
Desses,
38 são destinados à proteção da criança de zero a seis anos,
notadamente Creches, que em Bauru ainda estão vinculadas
à Assistência Social e atendem prioritariamente a criança
em situação de pobreza, prevalecendo, mais uma vez, as não
governamentais; dezesseis deles referem-se a serviços de
apoio sócio educativo em meio aberto para crianças de sete
a doze anos. A disparidade entre o número de serviços para
crianças de zero a seis e os de sete a doze revela claramente
a defasagem que Bauru ainda continua a ter de serviços destinados
à população em situação de pobreza desta faixa etária, em
que pese o aumento de mais de 200% em relação ao levantamento
efetuado pela Faculdade em 1996, que identificou apenas
cinco desses serviços.
No
âmbito da atenção ao adolescente, registram-se também três
programas de capacitação profissional não governamentais
e um governamental.
No
que tange à proteção da criança e adolescente em situação
de risco distinguem-se os abrigos, destinados à criança
vítimas de maus tratos ou abandono ou ainda dependentes
químicos, em número de seis, e dois programas destinados
à aplicação de medidas sócio educativas a adolescentes em
conflito com a lei alem de um centro de referência para
crianças e adolescentes vitimas de violência intrafamiliar.
O
segmento família, alvo também da assistência social, é atendido
por vinte e um serviços, 47,61% governamentais e 51,38%
não governamentais. Destaque-se o crescimento dos serviços
governamentais nessa área, desenvolvidos pela Secretaria
do Bem Estar Social.
O
idoso é alvo da atenção de seis serviços , 60% dos quais
não governamentais e 40% governamentais. Da mesma forma
o segmento portador de deficiência recebe atendimento de
sete serviços, 85,72% não governamentais. Para assistência
à mulher foram catalogados tres, 66,66% dos quais não governamentais.
Quanto a população adulta de rua e migrante são quatro serviços,
todos não governamentais.
Para
os portadores de HIV, câncer e doenças crônico degenerativas
existem também quatro serviços e um para o dependente químico
adulto.
Os dados levantados possibilitaram ainda analisar o grau
de profissionalização desses serviços.
Em
todos eles evidenciou-se o número de 475 profissionais,
excetuando-se a educação, cujas escolas foram apenas relacionadas,
embora se saiba com certeza que o profissional predominante
nessa área é o professor.
Como
recentemente a assistência social foi elevada à condição
de política social, existe todo um esforço no sentido de
que seja profissionalizada, de forma a garantir planejamento
e avaliação de resultados e padrão de qualidade no atendimento
ao usuário, como determina a LOAS.
Os
serviços das outras políticas sociais operam apenas com
profissionais e nenhum voluntário.
Contudo,
constata-se um bom índice de profissionalização da assistência
social em Bauru, pois os serviços contam com 216 profissionais
em seus quadros. É interessante observar que as entidades
não governamentais nesse campo possuem cento e sessenta
e um profissionais contratados, contando com 86 profissionais
voluntários. Ressalte-se que a pesquisa levantou apenas
os voluntários que possuem uma formação profissional. As
organizações governamentais concentram cinqüenta e cinco
profissionais.
Dos profissionais contratados, constatou-se que o número
de assistentes sociais existentes no conjunto dos serviços
catalogados, excetuando-se a educação, é sensivelmente maior
do que os profissionais de outras categorias. São 110 assistentes
sociais ao todo, correspondendo a 23,15% do conjunto de
profissionais, setenta e um dos quais na assistência social
e trinta e sete na saúde.
O
quadro abaixo identifica a qualificação profissional por
categorias e sua inserção nas políticas sociais.
QUADRO
II Qualificação Profissional por Categorias